Nem toda sobrecarga aparece no cálculo. Com esse convite à reflexão, reunimos o time do escritório administrativo da GRF para um encontro dedicado à saúde mental e à prevenção do suicídio. Em meio às demandas do dia a dia, abrimos espaço para olhar para nós mesmos e conversar sobre a importância de reconhecer limites, pedir ajuda e oferecer apoio.
Pelo segundo ano consecutivo, recebemos a psicóloga Letícia Gonçalves, que conduziu a ação de Setembro Amarelo de forma acolhedora e participativa. Com uma linguagem próxima da nossa realidade, o encontro trouxe uma lembrança importante: assim como as estruturas, as pessoas também precisam de cuidado e de pontos de apoio.
O que pesa e o que nos sustenta?
Durante as dinâmicas, fomos convidados a perceber como estava nossa própria “carga” e a refletir sobre aquilo que aumenta a sobrecarga emocional, assim como sobre as relações e os recursos que nos ajudam a lidar com ela.
Foi uma oportunidade de fazer uma pergunta que, às vezes, fica esquecida na correria: como eu estou, de verdade? Reconhecer que algo não vai bem e perceber o momento de buscar ajuda profissional também são formas de cuidar de si.
A conversa abriu espaço para esclarecer mitos sobre saúde mental e prevenção do suicídio, reconhecer sinais de sofrimento e compreender a importância de uma escuta sem julgamentos.
Perceber, aproximar e conectar
Essas três atitudes fizeram parte das reflexões do encontro. Estar atento a quem está ao nosso lado, demonstrar interesse e ajudar a pessoa a encontrar apoio são maneiras de transformar cuidado em presença.
Não precisamos ter todas as respostas para acolher alguém. Podemos ouvir com respeito, oferecer companhia e incentivar a busca por ajuda, compreendendo que o apoio de pessoas próximas e o acompanhamento profissional têm papéis diferentes e importantes.
Ao final, cada participante foi convidado a pensar em seus próprios pontos de apoio: o que ajuda quando a vida pesa e quem pode procurar quando precisa de auxílio.


















